Dalmo DallariA Revista PUB promoverá no período de 8 a 10 de novembro de 2017 o evento “As Leis e as Letras: Diálogos Interdisciplinares”, tendo como temas centrais o Direito, a Literatura e o Meio Ambiente. O evento integra as atividades do 21º Congresso Brasileiro de Advocacia Pública e é coordenado tecnicamente pela Juíza de Direito Fernanda Menna (AJD e APRODAB) e pelo associado Guilherme José Purvin de Figueiredo, seu idealizador.

O encontro acontecerá no histórico Centro Universitário Maria Antônia, antiga sede da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e tem o apoio institucional da APRODAB, da Associação dos Juízes para a Democracia, do Instituto O Direito por um Planeta Verde, da Revista Cult, da Associação dos Procuradores do Estado do Paraná e do Sindiproesp.

Estão já confirmadas as presenças dos romancistas Ignácio de Loyola Brandão, Márcio Souza e Manuel Herzog, bem como dos professores Dalmo Dallari (Faculdade de Direito da USP), Eduardo Vieira Martins, José Nicolau Gregorin Filho e Marcelo Módolo (FFLCH-USP), Ricardo Antonio Lucas Camargo (UFRGS) e de muitos outros profissionais das áreas do Direito, das Letras, da Arquitetura e do Urbanismo, da Biologia e da Medicina.

O objetivo do encontro é assim apresentado: “A fragmentação do conhecimento é um dos importantes fatores impeditivos de formação de um consenso mínimo acerca da importância da proteção dos ecossistemas e dos elementos bióticos e abióticos da natureza, imprescindíveis para a sobrevivência da humanidade. O objetivo deste encontro interdisciplinar é aprofundar o diálogo entre os profissionais da área jurídica com os da área de letras (linguistas, críticos literários, professores de literatura, filólogos, tradutores etc) sobre a análise da questão ambiental e da ocupação dos espaços urbanos. Tanto o Direito pode contribuir com a sua produção acadêmica e seu arcabouço normativo para inspirar os profissionais das Letras na construção de uma teoria ecocrítica brasileira como estes podem inspirar os profissionais do Direito na identificação de possibilidades mais ricas de interpretação das leis sob a óptica da sustentabilidade e da justiça ambiental. Qualquer debate sobre este tema, porém, exige ampliação de fronteiras, compreensão o mais ampla possível dos diferentes aspectos que envolvem a crise ambiental, razão pela qual também são chamados a debate os profissionais de outras áreas, tais como Urbanismo, Geografia, Biologia etc. Espera-se que, destes diálogos interdisciplinares, possam ser construídas pontes entre os diferentes saberes acadêmicos que ajudem a pensar o Direito e as Letras de uma forma sustentável”.

 

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