O Instituto Brasileiro da Advocacia Pública vem a público expressar o profundo pesar pelo assassinato do professor indígena Laklãnõ-Xokleng, Marcondes Namblá, ocorrido em Penha, SC.

O espancamento até a morte revela como, apesar de mais de 500 anos, persiste a história de violência física e simbólica, mais grave agora por atingir uma liderança que fazia diferença contra as injustiças sofridas pelo povo Laklãnõ-Xokleng.

A violência de norte a sul contra os povos indígenas, também exemplificada pelo assassinato da criança Vitor Kaingang em dezembro de 2015 e no ataque sofrido pelos índios gamela em maio de 2017, revela que essa dívida histórica com os povos originários da terra cresce a cada dia e que ainda há um longo caminho a ser percorrido para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

É preciso aprender com essas comunidades. Cada indígena morto importa na diminuição dessa biblioteca viva e grava mácula na história brasileira.

Repudiamos veementemente estas atrocidades e exigimos rigorosa investigação.

 

INSTITUTO BRASILEIRO DE ADVOCACIA PÚBLICA

(Texto aprovado por deliberação de diretoria nacional em 9.1.2018)

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